Imersa na histeria global em torno do coronavírus, chegou ao fim a temporada de desfiles para o outono/inverno 2020. Curiosamente, quase como se o clima de incertezas estivesse sendo pressentido, a sobriedade tomou conta das coleções, enquanto outras trouxeram visões otimistas e poderosas para os momentos de crise.
Aqui você confere os destaques dos últimos dias de Paris Fashion Week.
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HERMÈS
Um dos materiais mais explorados nessa temporada de inverno, o couro é para Hermès parte de sua história e legado, sempre manipulado de forma impecável. A premissa do show era de que ''o que é bonito deve ser útil''. Assim, a coleção ganhou uma pegada esportiva, como se fosse um uniforme luxuoso de hipismo. Na paleta de cores, preto, branco e caramelo, dividiam as atenções com o azul, vermelho e amarelo, além de linhas contrastantes, dando vida aos looks cuja inspiração estava na obra de Mondrian.
VALENTINO
Para esse inverno, Pierpaolo Piccioli, conhecido por seus designers vibrantes, apresentou a coleção mais sóbria já feita por ele no comando da Valentino. Na paleta de cores, os tons neutros foram os protagonistas, sendo que os primeiros 25 looks do desfile eram pretos; alguns, por outro lado, vinham na cor vermelha clássica da maison.
Apesar da seriedade incomum nas criações, essas de forma alguma pareciam sem vida e rasas, já que Pierpaolo sabe como ninguém usar os detalhes a seu favor; seja um mix de texturas, um bordado ou uma joia, eles complementavam e enriqueciam o desfile de maneira muito sexy e chique.
GIVENCHY
Com o nome de Arthouse Beauty, Claire Waight Keller criou uma atmosfera dramática na passarela da Givenchy, com jogos de luzes e chapéus oversized que adicionavam um mistério em torno da mulher idealizada ali. O cinema francês foi uma das inspirações para a temporada, que ainda permeava os conceitos da beleza imperfeita, retratando uma heroína que foge do ideal de perfeição.
CHANEL
Apesar da conexão inegável entre Chanel e Karl Lagerfeld, inevitável que a essência das criações cada vez mais se distanciem da opulência tão característica do designer e ganhem os contornos de seu braço direito e atual diretora criativa da marca, Virginie Viard. O show, até então composto de temáticas suntuosas, recriando o cenário de estações de trem, bibliotecas, estações de ski etc., ficou modesto, se restringindo a uma passarela espelhada, por onde as modelos caminhavam, às vezes em dupla ou trio, de forma descontraída em meio a uma névoa.
O conceito por trás da coleção era o de liberdade, carregando um olhar fresh, moderno e sofisticado de uma casualidade, o famoso ideal de ''effortless'' - sem esforço, em tradução livre -, presente no cotidiano parisiense e que as mulheres ao redor do globo tanto buscam.
Se antes o tweed era sempre a estrela do show, aqui ele apareceu de forma tímida, em meio à calças abertas nas laterais e botas de montaria, os grandes destaques do show, inspirados nos uniformes dos praticantes de hipismo. Se depender de Viard, tempos de liberdade e quebra de padrões conservadores se aproximam da Chanel.
MIU MIU
Em um cenário art deco que remetia a um cinema, a Miu Miu apresentou sua coleção chamada "Toying With Elegance" - em tradução livre, brincando com a elegância. Em meio a tantas coleções sóbrias que inundaram essa temporada de PFW, Miuccia levou à passarela o glamour de vibe retrô já característico de sua marca, apostando na ideia de que a moda deve ser divertida, ainda que recheada de charme e feminilidade. Se temos que nos vestir todos os dias, porque não encararmos isso de maneira prazerosa, não é mesmo?
Aqui você confere os destaques dos últimos dias de Paris Fashion Week.
Confira também: Radar FW: os destaques da Paris Fashion Week (Parte I)
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HERMÈS
Um dos materiais mais explorados nessa temporada de inverno, o couro é para Hermès parte de sua história e legado, sempre manipulado de forma impecável. A premissa do show era de que ''o que é bonito deve ser útil''. Assim, a coleção ganhou uma pegada esportiva, como se fosse um uniforme luxuoso de hipismo. Na paleta de cores, preto, branco e caramelo, dividiam as atenções com o azul, vermelho e amarelo, além de linhas contrastantes, dando vida aos looks cuja inspiração estava na obra de Mondrian.
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| Desfile Hermès AW2020 Ready-To-Wear. Foto: Reprodução/Vogue Runaway |
Para esse inverno, Pierpaolo Piccioli, conhecido por seus designers vibrantes, apresentou a coleção mais sóbria já feita por ele no comando da Valentino. Na paleta de cores, os tons neutros foram os protagonistas, sendo que os primeiros 25 looks do desfile eram pretos; alguns, por outro lado, vinham na cor vermelha clássica da maison.
Apesar da seriedade incomum nas criações, essas de forma alguma pareciam sem vida e rasas, já que Pierpaolo sabe como ninguém usar os detalhes a seu favor; seja um mix de texturas, um bordado ou uma joia, eles complementavam e enriqueciam o desfile de maneira muito sexy e chique.
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| Desfile Valentino AW2020 Ready-To-Wear. Fotos: Reprodução/Vogue Runaway |
Com o nome de Arthouse Beauty, Claire Waight Keller criou uma atmosfera dramática na passarela da Givenchy, com jogos de luzes e chapéus oversized que adicionavam um mistério em torno da mulher idealizada ali. O cinema francês foi uma das inspirações para a temporada, que ainda permeava os conceitos da beleza imperfeita, retratando uma heroína que foge do ideal de perfeição.
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| Desfile Givenchy AW2020 Ready-To-Wear. Fotos: Reprodução/Vogue Runaway |
Apesar da conexão inegável entre Chanel e Karl Lagerfeld, inevitável que a essência das criações cada vez mais se distanciem da opulência tão característica do designer e ganhem os contornos de seu braço direito e atual diretora criativa da marca, Virginie Viard. O show, até então composto de temáticas suntuosas, recriando o cenário de estações de trem, bibliotecas, estações de ski etc., ficou modesto, se restringindo a uma passarela espelhada, por onde as modelos caminhavam, às vezes em dupla ou trio, de forma descontraída em meio a uma névoa.
O conceito por trás da coleção era o de liberdade, carregando um olhar fresh, moderno e sofisticado de uma casualidade, o famoso ideal de ''effortless'' - sem esforço, em tradução livre -, presente no cotidiano parisiense e que as mulheres ao redor do globo tanto buscam.
Se antes o tweed era sempre a estrela do show, aqui ele apareceu de forma tímida, em meio à calças abertas nas laterais e botas de montaria, os grandes destaques do show, inspirados nos uniformes dos praticantes de hipismo. Se depender de Viard, tempos de liberdade e quebra de padrões conservadores se aproximam da Chanel.
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| Desfile Chanel AW2020 Ready-To-Wear. Fotos: Reprodução/Vogue Runaway |
Em um cenário art deco que remetia a um cinema, a Miu Miu apresentou sua coleção chamada "Toying With Elegance" - em tradução livre, brincando com a elegância. Em meio a tantas coleções sóbrias que inundaram essa temporada de PFW, Miuccia levou à passarela o glamour de vibe retrô já característico de sua marca, apostando na ideia de que a moda deve ser divertida, ainda que recheada de charme e feminilidade. Se temos que nos vestir todos os dias, porque não encararmos isso de maneira prazerosa, não é mesmo?
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| Desfile Miu Miu AW2020 Ready-To-Wear. Fotos: Reprodução/Vogue Runaway |

















































