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Tecnologia do Blogger.

The Fashion Runaway

Foto: Reprodução/Sex And The City.
Embora eu goste de me intitular uma pessoa racional, e fazer minhas amigas acreditarem nisso, é impossível dizer que durante 100% do meu tempo eu aja como tal. São nessas horas que eles aparecem: os pensamentos completamente irracionais, que eu juro que fazem muito sentido, até eu dizê-los, em voz alta, para alguém e essa pessoa rir de mim. É por causa deles que eu tenho acreditado, piamente, que perdi minha capacidade de escrever.

Enquanto uns são bons em tocar um instrumento ou em desenhar, eu sei produzir textos. Ainda criança, fui levada a crer que escrevia bem, ganhei vários (alguns, para ser honesta) concursos de redação, além de ter um poema publicado no jornal da minha escola, que devia ser lido por umas dez pessoas, no máximo, caso você esteja se perguntando o tamanho do meu talento. Por isso, sendo uma pessoa totalmente comum em vários aspectos, eu sabia que poderia contar com duas ferramentas para mostrar ao mundo a que vim: a moda e a escrita.

Foi assim que, na hora de ir para a faculdade, negligenciei completamente a área de exatas, que com certeza poderiam me levar a ter um ótimo emprego no setor de tecnologia, e apostei todas as minhas fichas nas ciências humanas, na esperança de que, com o poder da minha escrita, eu me destacaria em algo, o que não aconteceu, devo adiantar. Desde então, eu tenho contado com elas, as palavras, para me ajudarem a chegar onde eu quero, o topo do poço.
Foto: Reprodução/The Office.
Ultimamente, tenho enfrentado um grande bloqueio, daqueles capazes de me fazer refletir sobre minhas escolhas de vida, pois nem meu nome em uma folha de papel eu consigo colocar, sem logo pensar que está tudo horrível e desistir da tarefa.

Claro que estar passando por momentos muito estressantes poderia ser levado em consideração para explicar esta minha repentina incapacidade de elaborar frases que façam um mínimo sentido, mas estou certa de que eu não sei mais escrever. Em algum momento, meu cérebro resolveu perder sua criatividade e não quer mais redigir nada que preste.

Agora eu não consigo parar de me questionar se devo começar a estudar para o Enem e entrar para o curso de engenharia, ou se devo abraçar a mediocridade e admitir que o meu poema da quinta série talvez seja, de fato, a melhor obra que eu poderia produzir na vida.


Veja também:

- Este é o post mais pessoal que você provavelmente verá por aqui - ou não
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Ontem foi meu aniversário. Desde a criação deste blog, eu pouco, ou quase nada, falei sobre mim, já que tenho nervoso de me abrir na internet e gosto mesmo é de fazer a linha misteriosa - culpa do ascendente em escorpião, dizem.

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Uma publicação compartilhada por Lahila Soares (@lahilas)


Bom, o fato é que completei 27 anos, ou seja, mais longe dos vinte e cada vez mais perto dos trinta, que até consigo ouvir batendo à porta. 

Mês passado, assisti ao episódio de Os Simpsons, feito em parceria com a Balenciaga, para a Paris Fashion Week, no qual Homer envia uma carta para a maison para pedir um presente para Marge, ainda que este fosse uma ‘etiqueta’, pois ele havia se esquecido de comprar algo para a esposa.

Apesar de curto, o episódio é simplesmente maravilhoso, e uma fala específica de Homer me chamou atenção, justamente por representar meu sentimento com relação a aniversários: ele escreve que Marge sempre fica triste na ocasião, porque é quando ela percebe que se encontra um passo mais longe de seus sonhos e mais perto da morte.


Eu nunca fui uma daquelas pessoas super animadas com aniversário, sempre quero chorar na hora do parabéns e, em meus anos de existência, tive pouquíssimas festas. Passei, por exemplo, sem a tão desejada festa de debutante, um sonho que nunca tive, além de, desde cedo, ter me convencido que essa era a típica ocasião em que se gasta uma grande quantidade de dinheiro, para que todos os convidados possam falar mal. 

Porém, meu aniversário de quinze anos caiu em um sábado, ou seja, o dia perfeito para se festejar. Então, minha mãe achou uma boa ideia fazer uma pequena comemoração em casa, com a desculpa de não deixar a data passar em branco, convidando algumas das minhas colegas de escola da época.

Naquele dia, outra pessoa também já havia marcado sua festa, sendo que na dela teria uma pista de dança e bebidas para menores de idade. Não precisa ser nenhum gênio para sacar que nenhuma das três meninas que eu convidei apareceram na minha festa. 

Não pensem que a má sorte se restringe a aniversários. Qualquer festa que eu ouse dar vai ser um completo fracasso. 

Quando me formei na faculdade convidei cerca de 80 pessoas para uma recepção; se muito, apareceram vinte e cinco, apenas familiares, porque no mesmo dia outra festa mais cool que a minha estava acontecendo. 

Depois disso eu aprendi a lição: NÃO DEVO DAR FESTAS, pois, provavelmente, alguém muito mais descolado e mais amigável que eu também vai, resultando em ninguém comparecendo na minha de novo. 

Além disso, existe uma obrigação que você se sinta super feliz e realizada no seu aniversário. É todo o papo de fechamento de ciclo, de início de algo novo, de esperança, de mudança, de conquista e tudo mais que ouvimos por aí. Eu posso dizer, gritar a plenos pulmões, que eu odeio ser obrigada a me sentir feliz. E isso não significa que eu não esteja grata por estar viva e com saúde, um grande privilégio nesse país caótico que vivemos, mas também não é suficiente para que eu mude de opinião.

Reprodução/Pinterest

Agora, me chamem de hipócrita se quiserem, mas eu amo que venham me dar parabéns. Pensar que alguém dedicou trinta segundos do seu tempo para me escrever uma palavra faz com que eu me sinta querida e lembrada. E sim, eu guardo o nome de cada pessoa que não me parabenizou em uma lista mental, já que, hipoteticamente, eu também posso me esquecer dela, no próximo ano - eu já falei que meu ascendente é em escorpião? -. 

Enfim, faço uma reflexão: será que odeio mesmo aniversários ou só tenho uma péssima experiência com celebrações? Pelo menos eu não trabalho com organização de festas.
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look blusa estampa de flores coloridas calça jeans bolsa dior azul chapeu rosa
Foto: @marianne_theodorsen. (Reprodução/Instagram)

Quem aí nunca teve um dia que tinha tudo para ser ruim melhorado por uma roupa super especial usada? A discussão sobre a relação entre a maneira como nos vestimos e nosso humor é algo que acontece há muito, porém, agora mais do que nunca, ela se mostra válida. 

Estamos, atualmente, no segundo ano de pandemia, e, durante esse período, a relação que eu tenho com meu armário mudou muito. Com basicamente nenhum lugar para ir e nenhuma festa acontecendo, meu estoque de comfort wear aumentou, porém, com isso veio também a sensação de estagnação de estilo, passei a não me sentir bem com nada que estava vestindo. 

Depois de muita reclamação, percebi que não eram minhas roupas que haviam ficado chatas, de repente, mas sim o fato de eu não mais me divertir na hora de escolher algo para usar, afinal, não tem nada de emocionante em calça e blusa de moletom. Foi quando, a alguns meses atrás, me deparei com o termo dopamine dressing, um movimento que tem muita relação com meu dilema.

O que é dopamine dressing? 


A premissa por trás do tema é, basicamente, a de que se vestir com algo feliz, consequentemente te deixa mais feliz. Pode não fazer muito sentido agora, mas ainda vamos chegar lá. 

Assim como noções de felicidade são relativas, aquilo que é capaz de provocar em você sensações alegres também é, desse modo, cada pessoa tende a se sentir estimulada com alguma peça ou cor específica. É algo extremamente particular e sem regras, importando, apenas, os sentimentos que aquela simples peça pode te trazer. Vale lembrar que, dopamine significa dopamina, em português, um neurotransmissor relacionado ao humor e à sensação de prazer. 

look vestido amarelo manga bufante sandália de tiras salto alto com aplicações de pedras
Photo: @slipintostyle. (Reprodução/Instagram)
look calça e suéter lilas bolsa e sapato estampa zebra
Photo: @ninasandbech. (Reprodução/Instagram)
look vestido branco estampado casaco alongado rosa bota cano alto verde
Photo: @himichelleli. (Reprodução/Instagram)
look calça encerada branca e caramelo blusa com gola blazer laranja bolsa azul turquesa
Photo: @__mmaxinewylde. (Reprodução/Instagram)

Apesar de parecer algo novo, o termo é alvo de pesquisas há algum tempo. Em uma pesquisa publicada, em 2012, pelo Journal of Experimental Social Psychology, feita por Hajo Adam e Adam D. Galinsky, concluiu-se que a influência que as roupas exercem nos usuários depende do simbolismo que a peça carrega para cada um e a experiência ao usá-las. 

Coincidência ou não, se você utiliza com frequência as redes sociais, principalmente Instagram e o Tik Tok, já deve ter notado que as pessoas têm aparecido com looks cada vez mais vibrantes e alegres por lá. O minimalismo que reinava na rede do Mark Zuckerberg, por exemplo, foi contaminado por várias cores e estampas, algumas das quais já falamos por aqui. Enquanto isso, na rede social vizinha o que está bombando é a estética dos anos 90 e 2000, despertando aquela sensação gostosa de nostalgia da infância.

look camisa branca calça estampada
Photo: @fiahamelijnck. (Reprodução/Instagram)
look camisa colorida calça zebra sandália plataforma branca
Photo: @greceghanem. (Reprodução/Instagram)
look vestido vichy duas cores rosa e verde bota cano médio marrom
Photo: @thatcurlytop. (Reprodução/Instagram)

Se estamos precisando de qualquer mínimo motivo para nos sentirmos bem, em meio ao caos do momento, que façamos das nossas roupas boas aliadas então.


Quer saber mais sobre o assunto? Abaixo você confere algumas matérias (em inglês) sobre o assunto, que podem te interessar.

Dopamine dressing - can you dress yourself happy?

Why dopamine dressing is the feel-good fashion trend we need in 2021

Can clothes really make you happy?
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Nesse fim de semana, dentro da minha bolha do Instagram, todo mundo só falava de uma coisa... a estreia de 'Emily in Paris', nova série da Netflix protagonizada e produzida por Lily Collins. 

Série 'Emily in Paris'. Foto: Divulgação/Neftlix
Na história, Emily trabalha como marketing executive, em Chicago, e por conta de um imprevisto acaba assumindo um trabalho dentro de uma agência em Paris. Lá ela é recebida de forma não muito amigável pelos colegas franceses, que implicam com ela e não dão chance da garota americana mostrar ao que veio.

Bom, o frenesi em torno da série se dá, em grande maioria, pelo fato de seu criador ser Darren Star, o mesmo de Sex and the City, protagonizada por Sarah Jessica Parker - que influenciou não somente a moda da época, como também milhares de meras mortais a quererem seu Manolo Blahnik próprio. 

Além disso, a responsável pelo figurino da série é ninguém menos que Patricia Field, que assinou o styling de nada menos do que The Devil Wears Prada e da própria Sex and the City.

Ou seja, a expectativa era de paisagem deslumbrante parisiense, looks maravilhosos e diversão.

Mas aí saiu o primeiro trailer e eu simplesmente fiquei sem entender os looks a princípio tão promissores. O estilo da personagem parecia mais do mesmo, uma mistura das obras acima citadas com Gossip Girl, e nada, eu reforço, nada empolgante ou atual. 

Mesmo assim fui assistir bem curiosa para ver o resultado e devo admitir que os looks caídos não me deixaram tão incomodada quanto o comportamento da protagonista.

Foto: Reprodução/Google
Primeiro, Emily manda logo a mentira em seu currículo dizendo que sabe falar francês - quem nunca né?! -, mas mesmo assim consegue ir trabalhar na França, e a impressão que tenho é que ela sequer se esforçaria para aprender a língua. Por óbvio o fato incomoda seus colegas, que cumprem o típico estereótipo do francês antipático.

Se isso já não fosse um bom motivo para que na vida real a personagem fosse demitida, ela ainda apronta um monte com os clientes e a chefe. 

Com relação a criar na cabeça do expectador a imagem de que ela trabalha com marketing e está ali para trazer a perpectiva americana de negócios, ouvimos apenas frases prontas e soltas de como as marcas representadas por sua agência devem melhorar o engajamento nas redes sociais. Sim, essa é basicamente a única estratégia dela o tempo todo! 

Venhamos e convenhamos, não precisa nem formação na área para saber como a comunicação com o público dentro das redes sociais são de extrema importantância hoje em dia.

Dentro daquele universo, Emily pode fazer tudo de errado e ainda sair por cima o tempo todo, o que me soa bobo e não me deixou desenvolver uma conexão com a protagonista. Tudo parece simples demais para ela de uma maneira ruim.

Em todos os episódios eu consegui adivinhar logo como estes terminariam, o que não requer nenhuma habilidade especial, e já nos primeiros cinco minutos eu sabia como a série terminaria. Adoro coisas cafonas e clichês, mas tudo tem seu limite.

Porém, a gota d'água para minha birra com a personagem foi ela querer pegar o namorado da amiga, algo esquematizado de uma forma que me lembrou muito quando Carrie continuou mantendo um caso com Big mesmo sabendo que ele tinha se casado, alguém com que ela pelo menos já havia se relacionado anteriormente.

Foto: Reprodução/Google
De forma geral, Carrie Bradshaw também não me cativava muito com aquele jeito de colocar seus problemas acima de tudo e de todos, mas pelo menos eu conseguia me divertir com ela. 

A verdade é que ao comparar 'Emily in Paris' com 'Sex and The City' estou sendo injusta, considerando que eu amo essa última, sei diálogos de cor e me lembro até da trilha sonora de alguns dos episódios, traduzindo, sou muito fã. Ainda que não ame a protagonista, eu consigo me sentir parte daquele universo e daquela amizade.

Por outro lado, aqui nem Lily Collins, que eu particularmente acho carismática, conseguiu segurar a chatice de sua personagem. Eu me peguei rindo uma vez em todos os dez episódios, UMA MÍSERA RISADA, enquanto com sua precursora, que reassisti no ínicio da quarentena, eu me diverto horrores.

A única coisa que me foi entregue é o cenário parisiense de tirar o fôlego, mas que outras séries, por mim consideradas melhores, também me entregaram.

Foto: Reprodução/Google
Embora minha opinião não tenha grande valia, eu caí no maior catfish e acabei ficando presa em um loop de horas assistindo algo que, no fim, nem curti - should have known better. 

Resultado final: Ringard.

E vocês, já assistiram a série? O que acharam? O sotaque francês do boy é a única coisa boa na série?
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